O que fazer quando a fera é bela?

3/6/2014
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3/6/2014
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3/6/2014
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Dia 3 

Devo eu acreditar nas pedras que rolam montanha abaixo?

A paisagem me consome. 

O vento deixa cicatrizes secas em meus lábios úmidos.

A água é um espelho sem reflexos para refletir. 

E o tempo já fez tudo o que podia aqui.

É apenas uma paisagem comum para você e eu. 

Sementes, folhas e restos de um mundo apodrecem no chão.

Não há no tronco das árvores cartas de amor. 

Um lugar mágico onde a memória não alcança. 

Oh, meu amor, meu amor.

Devo acreditar nas pedras que rolam montanha abaixo?

Você me esqueceu?

Esqueceu?

Esqueceu?

Oh, meu amor,

meu amor.

Devo acreditar nas

peles que rolam montanha abaixo?

Oh,

meu amor.

Já não se lembra mais?

Devo acreditar nas

peles que rolam

corpo abaixo?

Seus ossos

estão expostos.

Eu

caminho

em

um

cemitério. 

2/6/2014
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Dia 2

Longa distância, dias perdidos,

Eu me encontro com o mundo no céu de hoje.

Nossa terra, pó e só.

Meus antepassados caminham no céu de hoje.

Restos da infância, anjos caídos,

Quem colocou açúcar no céu de hoje? 

Nossos sonhos embaralhados, nó e só. 

As nuvens não têm forma no céu de hoje.

Doce petulância, rancores esquecidos, 

Como está escuro o céu de hoje. 

Nossa história, completamente só. 

Meus olhos embaçam o céu de hoje.

Só hoje.

E eu vejo tudo como se o dia fosse ontem e o firmamento fosse água, mergulho de corpo inteiro e nado com enguias e tubarões. Não tão só como estaria se fosse céu e não tão só como estaria se fosse sua. 

1/6/2014
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Dia 1

As ondas se agitam, invadem a areia da praia, chocam-se contra as rochas e rastejam de volta.

O mar está muito longe de onde vivo e preciso atravessar o país sempre que quero vê-lo. Ou piscar muito rápido. Pisco. Minha irmã entra no meu quarto sem bater à porta. Pisco. A risada de um amigo do jardim de infância ecoa entre paredes de memórias, mas não lembro o nome dele. Pisco. O semestre acabou, peço cappuccino. Pisco. It takes an ocean not to break. Pisco. Há quilômetros e quilômetros de um mundo estranho atrás de minhas pálpebras. Pisco. Luz alaranjada, piso branco, paredes com fotografias. Pisco. Sorrio. 

Eu me agito, invado a areia da praia, choco-me contra as rochas e rastejo de volta. Quando pisco, meus cílios ficam molhados como pés afundados em água do mar. 

15/4/2014
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bones exposed
1/3/2014
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Não que eu vá deixar de seguir em frente se você decidir ir comigo

Mas daí o “em frente” será uma eterna curva e nós estaremos sempre no nosso quintal ao fim de cada dia.

1/3/2014
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"Longe de tudo, longe do talvez e do improvável. Se for preciso, lamento pelas suas partidas toda vez que você chega, eu não me canso de sofrer depois de algumas horas de alegria…"

— Eduardo Alves, indeferindo. (via blues-dapiedade)

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